Comemorar os 20 anos da adesão de Portugal à Comunidade Europeia e o Dia da Europa (9 de Maio)

quinta-feira, maio 11, 2006

A União Europeia: O alargamento contiunua

SpaaK , Monnet , Schuman , Adenauer , Gasperi

Desde o início do processo de integração, em 1950, a União Europeia tem sido objecto de vários alargamentos. Os fundadores da UE apelaram aos povos da Europa «que partilham dos seus ideais a unirem esforços». Assim:
1950 - A «Declaração Shuman» define os princípios da integração europeia que continuam a estar na base da UE.
1957 - A Alemanha (Deutschland), a Bélgica(Belgique), França(France), a Itália(Italia), o Luxemburgo(Luxembourg) e a Holanda (Nederland) assinaram o tratado de Roma e instituíram a CEE, Comunidade Económica Europeia.
1973 - Adesão do Reino Unido (United Kingdom), da Irlanda (Ireland), e da Dinamarca (Danmark).
1981 - Adesão da Grécia (Ellas).
1986 - Adesão de Portugal (Portugal) e Espanha (España).
1987 - A Turquia (Türkiye) apresenta o seu pedido de adesão à CEE.
1995 - Adesão da Áustria (Österreich), da Finlândia (Suomi) e da Suécia (Sverige).
2004 - Adesão da República Checa (Ceská Republika) , da Hungria (Magyarország), da Polónia (Polska), da Eslováquia (Slovensko), da Estónia (Eesti), da Letónia (Latvija), Lituânia (Lietuva), da Eslovénia (Slovenija), de Malta (Malta) e de Chipre (Kypros-Kibris).
Portugal e o alargamento: consequências
Os impactos para Portugal do alargamento da UE aos PECO e aos países do Mediterrâneo, traduzem-se nalgumas dificuldades/desvantagens, sobretudo de cariz económico, das quais de destacam:
- o aumento da concorrência comercial;
- o desvio de fluxos de investimento;
- a redução da intensidade dos apoios comunitários;
- o aumento do carácter periférico da nossa economia.
No entanto, o futuro do nosso país não deve ser encarado numa perspectiva negativa e pessimista, na medida em que este último alargamento comporta também vantagens para o espaço nacional, nomeadamente:
- novas oportunidades para as empresas e para os grupos económicos e financeiros;
- aumento do investimento português nestes países, na medida em que os PECO, Chipre e Malta constituem economias emergentes.
O 5ª alargamento
O 5º alargamento da UE permite unificar a Europa, ganhar novas fronteiras e reforçar o seu peso no contexto mundial. Entre muitos aspectos, podemos concluir que este alargamanto:
- promove valores como a paz, a segurança, a democracia e os direitos do Homem;
- garante um crescimento duradouro mediante a utilização plena dos recursos;
- promove a luta contra o crime organizado, o terrorismo e a proliferação das armas nucleares, bacterológicas e químicas.
O alargamento da UE leva a alterações ao nível da Política Estrutural e de Coesão (PEC), a alterações ao nível da Política Agrícola Comum (PAC) e a um aumento das despesas do orçamento da UE.

Cláudio, Helena Gonçalves, Vera Cabrita, Vera Revez
Bibliografia
A União Europeia, Comissão Europeia, Serviço de Publicações
Manual de Economia A do 10º ano da Plátano Editora